04/03/17

Opinião| A Rapariga Que Roubava Livros de Mark Zuzak


Autor: Markus Zusak
Título Original: The Book Thief (2005)
Editora: Editorial Presença
Páginas: 463
ISBN: 9789722339070
Tradutor: Manuela Madureira
Sinopse: Molching, um pequeno subúrbio de Munique, durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Himmel as pessoas vivem sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar. A Morte é a narradora omnipresente e omnisciente e através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos, Hans, o pintor acordeonista, e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, assim como de outros moradores da Rua Himmel, e também a história da existência ainda mais precária de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann. Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.

 Cada vez que leio um livro que está ou esteve em alta porque alguém decidiu ler e virou uma febre, eu ou não leio ou não gosto. Este foi um deles. Foi-me oferecido por uma pessoa muito especial e é por isso que não me desfaço dele, pois não me agradou, aliás não entendi a história muito menos o porquê de ser tão falado.
 Primeiramente vou falar da capa, tanto a capa removível como a permanente são bonitas sendo que prefiro a do filme, mais bonita e mais direta, sendo que acho a do próprio livro faz parecer um livro de ritual ou algo do tipo.
 
 A história irá se passar numa aldeia alemã durante a 2ª Guerra Mundial, o que por si só cria um clima sombrio ao próprio desenvolvimento conjuntamente com a protagonista que é uma menina de 11 anos chamada de Liesel Meminger. Este fator fez-me lembrar livros infanto juvenis e eu já não estou nessa onda, ou seja, a meu ver juntaram um tema pesado com uma menina de modo a chamar a atenção dos leitores, só que temos de ter a perceção que uma criança não é tão forte como um adulto o que faz com que esta se torne mais frágil. Continuando, a sua mãe, devido às consequências da época, teve de entregar os dois filhos a outra família, só que durante o caminho, o seu irmã morre. É durante o funeral que ele rouba o primeiro livro.
 Com a sua continuação, ela é acolhida pela familia que anteriormente referi Hans e Rosa Hubermann. Esta não se dá bem com a sua nova mãe mas pelo contrário, dá-se muito bem com o seu novo pai, o que vai criar um grande laço conjuntamente com a motivação que esta pequena têm: aprender.

 Novamente, todo o desenrolar e a própria criatividade fez com que o autor como o próprio livro tivessem todo o sucesso até então, mas simplesmente não me tocou. Senti que tínhamos de ter pena da criança e era desse modo que iríamos ficar agarrados à criação. É importante referir que eu sei que muitas pessoas, principalmente crianças, passaram e passam pelo mesmo mas isso não faz com que tenhamos que gostar e utiliza-las em pról de inventar uma péssima ou até uma magnifica história.


No goodreads: https://www.goodreads.com/book/show/6333218-a-rapariga-que-roubava-livros

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